14 de abril de 2011

e o quintal

Todos os cômodos, com tantos móveis,
uma casa vazia.
Dois corpos habitantes, duas almas distantes.

Juntou o que lhe cabia.
e saiu.
Saiu pela porta, dizendo que ia
ter todo o desconhecido como guia.

Sentado no sofá, fingindo que
não sabia.

Um sempre escolhe
entre opções prontas que não são suas.
O outro decide, abre a porta.
olha o quintal e descobre a rua.

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