Sem os olhos que você vê,
Há quem enxergue melhor que você.
Percorre teus mesmos caminhos,
Todos os palmos do teu chão.
Você considera a vida um desafio?
Acha que sabe o que é limitação?
Experimente fechar os fechar os olhos
E ler o mundo com as mãos.
Pára de tratar as pessoas "como se fossem..."
Só respeita, nem estou dizendo aceita.
Porque as pessoas definitivamente são.
O que te limita?
Será que você percebe que todos são
Tão diferentes quanto você?
E é isso que nos torna tão iguais, ou não.(?)
*De depois do espetáculo teatral "O sono entristecido da Lua pantaneira" - adaptado do conto da escritora sul-mato-grossense Sandra Andrade. A encenação aconteceu no Instituto Sul-mato-grossense de Cegos Florivaldo Vargas - ISMAC e foi produzida pelo Ponto de Cultura Novo Olhar, com direção de Myla Barbosa. A montagem foi apresentada com a técnica da audiodescrição.
30 de maio de 2011
26 de maio de 2011
Nascido antes do tempo
Bem depois da hora certa.
***
Deixo tudo assim
Não me importo em ver a idade em mim,
Ouço o que convém
Eu gosto é do gasto.
Sei do incômodo e ela tem razão
Quando vem dizer, que eu preciso sim
De todo o cuidado
E se eu fosse o primeiro a voltar
Pra mudar o que eu fiz,
Quem então agora eu seria?
Ahh, tanto faz
Que o que não foi não é
Eu sei que ainda vou voltar...
Mas eu quem será?
Deixo tudo assim,
Não me acanho em ver
Vaidade em mim
Eu digo o que condiz.
Eu gosto é do estrago.
Sei do escândalo
E eles têm razão
Quando vêm dizer
Que eu não sei medir
Nem tempo e nem medo
E se eu for
O primeiro a prever
E poder desistir
Do que for dar errado?
Ahhh
Ora, se não sou eu
Quem mais vai decidir
O que é bom pra mim?
Dispenso a previsão!
Ah, se o que eu sou
É também o que eu escolhi ser
Aceito a condição
Vou levando assim
Que o acaso é amigo
Do meu coração
Quando fala comigo,
Quando eu sei ouvir...
(O velho e O moço - Rodrigo Amarante)
Deixo tudo assim
Não me importo em ver a idade em mim,
Ouço o que convém
Eu gosto é do gasto.
Sei do incômodo e ela tem razão
Quando vem dizer, que eu preciso sim
De todo o cuidado
E se eu fosse o primeiro a voltar
Pra mudar o que eu fiz,
Quem então agora eu seria?
Ahh, tanto faz
Que o que não foi não é
Eu sei que ainda vou voltar...
Mas eu quem será?
Deixo tudo assim,
Não me acanho em ver
Vaidade em mim
Eu digo o que condiz.
Eu gosto é do estrago.
Sei do escândalo
E eles têm razão
Quando vêm dizer
Que eu não sei medir
Nem tempo e nem medo
E se eu for
O primeiro a prever
E poder desistir
Do que for dar errado?
Ahhh
Ora, se não sou eu
Quem mais vai decidir
O que é bom pra mim?
Dispenso a previsão!
Ah, se o que eu sou
É também o que eu escolhi ser
Aceito a condição
Vou levando assim
Que o acaso é amigo
Do meu coração
Quando fala comigo,
Quando eu sei ouvir...
(O velho e O moço - Rodrigo Amarante)
23 de maio de 2011
de repente
passa rente
na beira do rastro
da serpente
que cabra macho e valente
não se nega ao destino
de seguir em frente
toma tento, menino!
larga desse desatino
que muito antes de tú
esteve aqui uma brava gente
que plantou a semente
de um tal futuro
que hoje é chamado presente
na beira do rastro
da serpente
que cabra macho e valente
não se nega ao destino
de seguir em frente
toma tento, menino!
larga desse desatino
que muito antes de tú
esteve aqui uma brava gente
que plantou a semente
de um tal futuro
que hoje é chamado presente
Meu céu*
Feito do pó das estrelas como todo menino.
Toda criança carrega, desde o nascimento, a habilidade de iluminar.
Ao longo da vida, vamos nos esquecendo disso.
Do jeito de fazer as coisas se acenderem,
mas a luz continua lá.
Olha o céu:
vê quantas estrelas tem? Elas brilham sozinhas,
mas iluminam mais quando estão aos montes.
Toda criança carrega, desde o nascimento, a habilidade de iluminar.
Ao longo da vida, vamos nos esquecendo disso.
Do jeito de fazer as coisas se acenderem,
mas a luz continua lá.
Olha o céu:
vê quantas estrelas tem? Elas brilham sozinhas,
mas iluminam mais quando estão aos montes.
Reaprendeu...
Reacendeu o menino,
tornou-se constelação.
*À todas as luzes da minha vida. Porque é impossível ser feliz sozinho.
22 de maio de 2011
19 de maio de 2011
Mar de dentro
naveguei sem rumo
entregue às ondas que ouvia
entregue às ondas que ouvia
da trilha que segue e leva ao porto
poesia
Arco do tempo*
eu tenho um barco por dentro
seu rumo é a curva de um arco
seguindo o arco do tempo
que puxa a corda do barco
o barco é o meu sentimento
no mar do peito eu me encharco
em qualquer ponto do tempo
eu passo e finco meu marco
meu rastro é o verso que eu deixo
formando um mar de sargaço
e quanto mais mar eu vejo
é mais um canto que eu faço
já fiz um círculo e tanto
cruzei um século inteiro
morrer eu vou, mas meu canto
jamais vai ter paradeiro
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