Amor feito da gente
que nos cabe completamente,
encontra razão na cumplicidade
e na teimosia de sermos tão diferentes.
E deixa o tempo passar...
Deixa o giro do mundo seguir,
a vida vai nos mudar de lugar
e a saudade latente deve surgir.
A ausência fará o Amor reagir,
descobrindo um jeito novo de existir.
Porque a distância não pode apagar
as marcas deixadas na alma, na pele, na mente
e nem diminuir o que nos uniu outrora
ou o que nos mantém juntos agora.
Esse Sentimento que é para todo o sempre.
10 de abril de 2013
9 de abril de 2013
A desenhista
Segura a minha mão e muda o meu traço.
Senta aqui do meu lado,
Adianta meu passo,
Rumo ao futuro e a tudo que é bom.
Melhora o esboço que eu fiz...
Dividi comigo as nuances no teu pincel,
Vem gastar comigo a velha caixa de giz.
Chega de melancolia em tom pastel,
Enche minha vida de arte.
Educa meus pés, ensina-os a dançar.
Enquanto te faço um chá, meu amor.
Eu te faço um doce de querer ficar.
Canto pra você uma canção bonita,
Pro nosso lugar ser só luz e cor.
5 de abril de 2013
Toda essa de fumaça de silêncio,
esconde as dores deixadas pelo incêndio.
Queimaduras de graus incalculáveis
que resultam em cicatrizes indissolúveis.
É como eu me sinto agora, queimando.
E nunca sei o que fazer...
quando o tempo ou a vida me exigem pranto.
Sentir eu sei
e sinto tanto...
Eu só não sei chorar.
25 de março de 2013
sem fazer alarde
Partiu pra rua
porque o mundo é agora,
a vida é aqui
e tem a lua lá fora
pra dar vontade de ir.
Vi a Poesia indo embora,
pra ficar longe de mim.
Passou pela porta
reclamando por verdade.
Dizia-se cansada
do meu verso covarde.
Não disse quando volta,
mas sei que virá nua...
Buscará antes pela rima crua.
Rejeitará todo motivo raso
e sentimentos sem convicção.
Vai se rasgar em verbos
e separar-se em sílabas,
– se for caso –
pelo simples prazer,
pela transgressão.
porque o mundo é agora,
a vida é aqui
e tem a lua lá fora
pra dar vontade de ir.
Vi a Poesia indo embora,
pra ficar longe de mim.
Passou pela porta
reclamando por verdade.
Dizia-se cansada
do meu verso covarde.
Não disse quando volta,
mas sei que virá nua...
Buscará antes pela rima crua.
Rejeitará todo motivo raso
e sentimentos sem convicção.
Vai se rasgar em verbos
e separar-se em sílabas,
– se for caso –
pelo simples prazer,
pela transgressão.
8 de março de 2013
Admita
Sorte nenhuma pode te revelar,
A covardia vai destruir,
E o acaso nunca foi famoso por ter paciência.
O tempo vai te cobrar por todo esse desperdício.
Pra que tanto arrependimento?
Pra quê?
Tudo isso, ainda, vai se transformar em amargura.
A cura pro teu medo não mora na ausência.
Você fugiu de si mesmo
E construiu barreiras para se esconder de parte grande do mundo.
No final, em vez de segurança, o resultado pode ser apenas autopiedade*.
A covardia vai destruir,
E o acaso nunca foi famoso por ter paciência.
O tempo vai te cobrar por todo esse desperdício.
Pra que tanto arrependimento?
Pra quê?
Tudo isso, ainda, vai se transformar em amargura.
A cura pro teu medo não mora na ausência.
Você fugiu de si mesmo
E construiu barreiras para se esconder de parte grande do mundo.
No final, em vez de segurança, o resultado pode ser apenas autopiedade*.
*Não tenho certeza quanto a grafia correta desta palavra.
11 de fevereiro de 2013
de janeiro e fevereiro, março
Quero doçura de algodão
aconchegando meu próximo sono.
Quero céu claro de verão
e brisa fresca do meu melhor outono.
Quando o cansaço dos meus braços cessar,
quero pétalas multicores forrando o chão
e cheiro de fruta fresca ao alcance das mãos.
Lavar o rosto no vento tranquilo, vindo de longe,
trazendo estação nova pro meu coração
que voltou a pulsar.
aconchegando meu próximo sono.
Quero céu claro de verão
e brisa fresca do meu melhor outono.
Quando o cansaço dos meus braços cessar,
quero pétalas multicores forrando o chão
e cheiro de fruta fresca ao alcance das mãos.
Lavar o rosto no vento tranquilo, vindo de longe,
trazendo estação nova pro meu coração
que voltou a pulsar.
26 de janeiro de 2013
Quando o carnaval chegar,
a orquestra vai tocar
aquele velho frevo-canção.
Estarei no meio da multidão.
Vou esperar pela menina
que parecerá tão linda
no alto da ladeira da colina
com o estandarte do bloco nas mãos.
Eu espero ter perdido
até as cores da minha sombrinha
que ficará a brincar sozinha,
três esquinas antes.
Porque os confetes são
a chuva que molha todo folião.
Serei todo coração
e quero pulsar até a quarta-feira.
Ter a alma lavada
e o pé de solas marcadas
com as cinzas do chão.
a orquestra vai tocar
aquele velho frevo-canção.
Estarei no meio da multidão.
Vou esperar pela menina
que parecerá tão linda
no alto da ladeira da colina
com o estandarte do bloco nas mãos.
Eu espero ter perdido
até as cores da minha sombrinha
que ficará a brincar sozinha,
três esquinas antes.
Porque os confetes são
a chuva que molha todo folião.
Serei todo coração
e quero pulsar até a quarta-feira.
Ter a alma lavada
e o pé de solas marcadas
com as cinzas do chão.
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