18 de outubro de 2011

quero

por um tempo
desejar boa noite
à luz do sol
do meio de um dia

e acordar no sétimo...
com a luz da lua cheia
me dizendo:
 bom dia!

16 de outubro de 2011

que o meu destino se faça
 com sangue
suor e
vertigem.

do sangue por estar vivo.
pelo suor do constante movimento.
na vertigem de nem sempre estar no controle.

12 de outubro de 2011

quando é assim, num de repente
um fim...

e eu estava lá: ofício de testemunha?
só um colecionador  de porções de mundo.

distribuídas ao longo das páginas
uma versão,   faz-se o mundo inteiro.

e todo o resto?
saber que esse tipo coisa acontece
ajuda a evitar que se repita?

o "algo" não me convém
a vontade de ter sabido
e dito: com quem

O fato:
era bem mais do que linhas que serão impressas.

nem jornalista e nem poeta
ser humano, por hora
por agora:
"não moro mais em mim"




11 de outubro de 2011

tem lhe faltado
poesia

pela verdade,
nunca foi poeta.

a falta vem
da incapacidade
de ser
o poema de outrora.

era.



25 de agosto de 2011

Náufrago


Amar-te a céu aberto.
Eu encoberto
Pelo incerto
De te achar
Em meio às ondas
Que fazes nascer em mim.

24 de agosto de 2011

Os motivos pelos quais escrevo

Pra Ser
Quando não puder mais.

Ficar do tamanho do mundo.
Caber em mim.

Pra ter
Um lugar onde ir.
Vontade, quando ficar.

10 de agosto de 2011

Encontrou a chave.

Deixou sua prisão feita de impossibilidades
porque desaprendeu a ver as horas.

Agora o impossível é só questão de ocasião.
E quando perguntam: vai dar tempo?

Ele diz sem medos: não.