16 de julho de 2011

O chão e o não

Desenhei um circulo em volta de mim
Porque todo limite sugere um ideal de libertação.
Já não importa mais...
Liberdade é estar com os dois pés em qualquer lugar
Fora do chão.

                                     
                                 ***
Como um brotinho de feijão foi que um dia eu nasci,
Despertei cai no chão e com as flores cresci.
E decidi que a vida logo me daria tudo
Se eu não deixasse que o medo me apagasse no escuro.

Quando mamãe olhou pra mim, ela foi e pensou
Que um nome de passarinho me encheria de amor
Mas passarinho se não bate a asa logo pia
Eu que tinha um nome diferente já quis ser Maria
Ah, e como é bom voar

(Tiê - Passarinho)

14 de julho de 2011

Que assim seja

Risquei uma linha em mim
e fui juntando letra,
fui me escrevendo com elas...

Já quis deixar a caneta
Já quis ser só letra
E por vezes, não soube qual delas usar

É a minha velha miopia...
Só me resta fechar os olhos e rezar:

À toda poesia que há no mundo,
peço que me impeça
de me perder. 

Quando eu não for capaz,
peço que não me mostre.
Peço que  me faça ver.

Amém!

30 de junho de 2011

A língua dos amantes
é o corpo em movimento.

Meias-palavras
ditas sem sapatos
e sem roupa.

É o quase-silêncio
da respiração ofegante.

28 de junho de 2011

Caixeiro-viajante

porque todo mundo precisa de aconchego.

quando o inverno começar,
aquece meu cansaço.
com um sorriso e um abraço.

trago a mala cheia de saudades
e uma estação inteira pra te contar.

26 de junho de 2011

Roleta

Se joga, vai lá fora
Ou
Se joga, arrisca
Se joga põe as cartas na mesa
Se joga agora sem certeza
porque a próxima rodada pode ser tarde demais
Certeza não vale nada depois que acabam as fichas.

20 de junho de 2011

"esse sorriso porque já chorei demais"

Há tantos caminhos por aí, escolhe só um.
São muitos os passos pra dar?
Depois do primeiro, a distância será cada vez menor.
Tenha cuidado, pra não cair...
E se cair, levante-se.
E não se esqueça do que você aprendeu com a poetisa do coração pulsante:
Vá, que é bonito ir.

17 de junho de 2011

Povo sem memória sofre sempre.
E tanto agora....
Porque desconhece o que passou.
Muito menos sabe do que virá...
Segue a vida tempo afora.
Dos ponteiros, na linha reta
Ninguém sabe que será.

Sigo as curvas das letras....
Porque ouvi o poeta cantar


O Amanhã - Monobloco