Tem coisa que é muito,
mas não sobra.
É coisa que, de tanto ter,
escapa.
Saudade é coisa assim.
Tenho tanto dela agora
que eu quero escapar de mim.
9 de junho de 2013
7 de junho de 2013
p.alavra
É que não dava pra ser diferente.
No fim, escolhi o que fazer
sem saber
se gosto mais de letra
ou de gente.
Meu gosto é pelo encontro,
‘a distância mais curta
entre um e outro ponto’.
Pessoas que se encontram,
em qualquer parte sob o céu.
Letras que se encostam,
alinhadas pra contar uma história
na superfície do papel.
É onde a prosa começa,
é onde tem vírgula
quando a respiração tropeça.
E, de repente, nasce até verso.
No fim, escolhi o que fazer
sem saber
se gosto mais de letra
ou de gente.
Meu gosto é pelo encontro,
‘a distância mais curta
entre um e outro ponto’.
Pessoas que se encontram,
em qualquer parte sob o céu.
Letras que se encostam,
alinhadas pra contar uma história
na superfície do papel.
É onde a prosa começa,
é onde tem vírgula
quando a respiração tropeça.
E, de repente, nasce até verso.
2 de junho de 2013
Heterocromia adquirida
O chá, o que sobrou dos sonhos e aquela vontade antiga de ser inteiro. Alguns hábitos que o impedem de esquecer quem é, de onde veio e as pessoas que ama. Leva sempre na mala, com as outras coisas importantes. Só que, agora, tem mais saudade do que força pra seguir caminhando. Mas, ele nunca quis ser grande demais para chegar mais longe. Sua busca é por amplitude, quer ampliar a alma e marcar a retina com o maior número de cores que for possível. Sorte que ele não é de desistir assim tão fácil e tem aquela necessidade de colecionar pedaços do mundo.
28 de maio de 2013
Glacial
Sinto frio desde que cheguei aqui
e a culpa não é do tempo.
Gosto de vê-lo correr,
nesse passo veloz e desse jeito
de parecer sereno.
Vejo tudo pela janela
e coloco minhas feridas pra secar
no vento.
É só que o inverno nasceu comigo.
Mas, não tenho o direito
de dizer que cheguei no ano em que as estações
deram defeito
ou fui parido numa hora sem jeito.
Disso, eu não sei e está feito.
Apenas é certo que essa pressa na chegada
me deixou fora do calendário,
Meu relógio interno marca a hora errada
e o movimento de translação, em mim,
está ao contrário.
E, para não estar congelado e não ser parado
pela dor dos meus dedos gelados,
fiz um cobertor denso o suficiente
com todo meu desapego,
costurado de indecisão
e os medos que carrego sozinho e calado.
e a culpa não é do tempo.
Gosto de vê-lo correr,
nesse passo veloz e desse jeito
de parecer sereno.
Vejo tudo pela janela
e coloco minhas feridas pra secar
no vento.
É só que o inverno nasceu comigo.
Mas, não tenho o direito
de dizer que cheguei no ano em que as estações
deram defeito
ou fui parido numa hora sem jeito.
Disso, eu não sei e está feito.
Apenas é certo que essa pressa na chegada
me deixou fora do calendário,
Meu relógio interno marca a hora errada
e o movimento de translação, em mim,
está ao contrário.
E, para não estar congelado e não ser parado
pela dor dos meus dedos gelados,
fiz um cobertor denso o suficiente
com todo meu desapego,
costurado de indecisão
e os medos que carrego sozinho e calado.
18 de maio de 2013
O tempo cuida de colorir cada hora do dia.
Os laranjas e vermelhos que eu vi no céu
eram as cores do que eu sentia...
Combinavam com os tons de saudade nos olhos
e com meu novo sabor de café, doce de melancolia.
Lembraram o par de nuvens que me cobria...
Que ficaram a sombrear o chão que antes me tinha.
Só me mudei porque o amor também vinha.
Deixei metades por lá,
Trouxe o resto desse amor comigo
e ele há de durar....
Os laranjas e vermelhos que eu vi no céu
eram as cores do que eu sentia...
Combinavam com os tons de saudade nos olhos
e com meu novo sabor de café, doce de melancolia.
Lembraram o par de nuvens que me cobria...
Que ficaram a sombrear o chão que antes me tinha.
Só me mudei porque o amor também vinha.
Deixei metades por lá,
Trouxe o resto desse amor comigo
e ele há de durar....
11 de maio de 2013
Grão
Agora, que passo parte do tempo vendo a vida de cima, me sinto um tanto menor. Sempre ouvi, e continuam a dizer, o contrário. Mas, aqui tem tanto chão e tanta gente que pareço poeira nos sapatos daqueles que deviam me aparecer em estado de formiga.
Todo pó teme o sopro.
Aqui, no inverno, o vento é forte.
De vez em quando, o décimo terceiro andar não parece, como deveria ser, apenas um detalhe.
2 de maio de 2013
A hora do recreio
Deixou o esforço de ser forte pra depois, fingiu não reparar que a dor já estava ali. Ela chegou antes que sol pintasse o mundo com todas as cores do dia. A caneca meio cheia de café e os braços apoiados no batente da janela. Um momento pra ser simples e aliviar o semblante.
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