21 de novembro de 2011

um poema-notícia
ou a anunciação em verso
de que não falta mais tanto assim
para o inverso
ou  para o começo
...
e no fim,

quando as letras não estiverem mais ao meu lado.
''assim calado, eu sei que vou ser coroado rei de mim"

10 de novembro de 2011

A poética da morte de um poema sem sorte


Às vezes, vem o verso
de repente...

Parece que nunca mais
vai embora...

A estrofe que desfaz
a minha alma...

Se joga do abismo
e encontra a paz...

9 de novembro de 2011

Versinho triste?

Passarinho desejou não ter os olhos!
Foi no mesmo dia em que deixou de ter seu canto.

- bem-te-vi... bem-te-vi!

18 de outubro de 2011

quero

por um tempo
desejar boa noite
à luz do sol
do meio de um dia

e acordar no sétimo...
com a luz da lua cheia
me dizendo:
 bom dia!

16 de outubro de 2011

que o meu destino se faça
 com sangue
suor e
vertigem.

do sangue por estar vivo.
pelo suor do constante movimento.
na vertigem de nem sempre estar no controle.

12 de outubro de 2011

quando é assim, num de repente
um fim...

e eu estava lá: ofício de testemunha?
só um colecionador  de porções de mundo.

distribuídas ao longo das páginas
uma versão,   faz-se o mundo inteiro.

e todo o resto?
saber que esse tipo coisa acontece
ajuda a evitar que se repita?

o "algo" não me convém
a vontade de ter sabido
e dito: com quem

O fato:
era bem mais do que linhas que serão impressas.

nem jornalista e nem poeta
ser humano, por hora
por agora:
"não moro mais em mim"




11 de outubro de 2011

tem lhe faltado
poesia

pela verdade,
nunca foi poeta.

a falta vem
da incapacidade
de ser
o poema de outrora.

era.